Então, povo, hoje é sábado e sábado é dia de yaoi!!! Mais um capítulo da historinha marota que tou escrevendo pra vocês, divirtam-se! *u*
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16/8/2013,
23h22min h
Vinícius estava sentado na classe
econômica, com a cabeça encostada no banco, pensando no homem dos olhos
profundos como os de Marina.
Era o segundo avião que pegava. Já
tinha comido o macarrão com molho de tomate da companhia. Se tivesse parado de
pensar um segundo sequer naquele estranho, perceberia que nem estava tão frio e
intragável quanto a comida de outras companhias. E também teria reparado que
não havia comido nem metade do pote do macarrão menos frio e intragável. Mas
estava daquele jeito que só pessoas que pensam muito fortemente em algo
conseguem ficar. Ele estava isolado do mundo.
Mas na tão isolado para perceber que
um estranho havia quase se jogado em seu assento. Olhou para sua esquerda e
levou um grande susto com o que via. Era o homem dos olhos profundos, que
olhava para ele e sorria, enquanto colocava o cinto.
-Desculpa, se importa de eu sentar
aqui? Detesto turbulências.
Vinícius estava quase hipnotizado
pelo homem. Disse que não havia problema e fingiu que assistia ao filme que
passava na tela acima de sua cabeça. Ele fez o mesmo. Após alguns minutos,
perguntou:
-Qual é o seu nome?
O menino se assustou mais do que no
momento em que o moreno havia sentado ao seu lado.
-ÃH? Ah... Vinícius.
-Desculpe, não queria te assustar.
Meu nome é Eric.
Ele tinha uma voz muito mansa, mas
ao mesmo tempo forte, foi o que Vinícius pensou.
-Não, não foi nada. É só que eu não
costumo conversar muito com as pessoas no avião...
- Eu nunca consigo passar muito
tempo perto de alguém sem puxar papo
Ele riu um pouco. O menor continuava
encarando Eric.
- Alguma coisa errada?
- Ah, não, é que... Seus olhos...
São diferentes
-Sabe o quanto é estranho ver um
garoto de olhos verdes falando isso comigo?
Ele
sorriu de novo. Muito. Por um segundo, o garoto teve a impressão de que os
olhos do maior haviam ficado vermelhos. Vinícius se sentiu muito estranho. “Que
nem em um dia com... Não, não podia ser” ele pensou. Agora estava muito mais
confuso do que quando havia visto os olhos negros e hipnotizantes de Eric pela
primeira vez. Olhou para seus próprios pés, e ficou assim até que o homem lhe
fizesse mais uma pergunta.
-Quantos anos você tem?
- Dezoito. –Mentiu. Ele sentia ter
uma conexão com aquele estranho, e não gostaria que ele pensasse que era um
pirralho, afinal, dois anos de diferença não é uma coisa tão má assim.
-Então vai pra Londres fazer
faculdade? De que?
-Cinema. – Foi a primeira coisa em
que pensou.
Os olhos de Eric se iluminaram tanto
que Vinícius teve certeza de que eles haviam ficado cor-de-rosa.
-Sério? Que maravilha, eu também!
E assim eles conversaram até a uma
da manhã.
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