Bem, enquanto vocês tão aí sendo gordos, vendo pornô, fazendo dever de casa e amando a gente (bem, amar a gente pode...), Eu estou aqui, linda maravilhosa perfeita, treinando violão com um professor foda que tem um baixo, uma jaqueta de couro e uma moto, assistindo Não Faz Sentido e escrevendo fanfics pra vocês!!! Então divirtam-se e lembrei de avaliar meu talento e divação no SocialSpirit <3
Capítulo 2
Meu quarto era no 4º andar
do prédio grande á esquerda, numero 8, meu preferido. O espaço em que iria
viver era um pouquinho maior que eu pensava, tinha uma sala com um sofá verde
que me deu uma sensação de lar, uma televisãozinha, uma mesa no canto da sala e
uma janela enorme que me deixou ainda mais feliz. Não sei porque minha tia
tinha desperdiçado seu dinheiro em um quarto para três (aqui existem quartos
até para 6 pessoas) e com direito para uma pequena televisão! Na parede á minha
esquerda tinham duas portas, a primeira aberta, que claramente dava pro
banheiro. Entrei, tranquei a porta e fui até o quarto. Tinha um beliche
encostado na direita e, na direção oposta, outra cama, ligeiramente maior que
uma cama de solteiro. No cobertor estava colado um durex escrito “Patrick,
retirar quando o quarto estiver completo”, assim como na cama de cima do
beliche, com o nome “Oliver”. Entre os móveis tinha uma estante e do outro lado
uma cômoda, todas etiquetadas nos espaços que estavam usados. Abri minha mala e
comecei a retirar minhas coisas. Guardei meus livros e minhas coisas na
prateleira de baixo da estante e estava colocando minhas coisas na cômoda
quando olho as horas: 10:56, era melhor eu ir para o auditório. Retirei as
etiquetas e empurrei minha mala com o resto das roupas para baixo da cama.
O auditório ficava atrás das
construções e era enorme, e já começava a encher de gente, sentada naquelas
cadeiras de plástico. De onde esse tanto de gente surgiu? Estava tão vazio
quando eu e minha tia chegamos...
Enquanto o discurso rolava,
eu tentei reparar nas pessoas. A maioria eram encrenqueiros típicos de escola,
alguns com cara de completas antas, e uns maconheiros também. Havia alguns
garotos como eu, alguns nerds e uma grande variedade de garotas. Nunca consegui
olhar para uma e perceber qual seu “grupo”, a não ser as loiras de maquiagem
que exibiam seus decotes, mas daí já era muito fácil saber.
Depois do discurso teve um
almoço no prédio á direita, prédio 3, que era menor do que os outros e
destinado ao refeitório, biblioteca, sala de arte, etc. Me sentei entre uma
menina baixinha com cabelos cacheados castanho-avermelhados e olhos também
castanhos e um menino muito branco e muito loiro, com olhos azuis. Eles eram
bonitos, pensei.
- Com licença, podia se
sentar do outro lado. Queria ficar do lado dele.- A menina falou, e trocamos de
lugar.- Meu nome é Marylin, e o seu?
- Nate. – O garoto loiro
levantou os olhos de seu prato e me olhou. – Sério? Eu sou Nathan! Prazer! –
Eles pareciam felizes. Conversamos um pouco. Eram amigos de infância e estavam
no segundo ano. Eu ainda pensava no quanto eles eram bonitos. Os dois eram de
uns dos quartos mais pobres, que era unissex e dividiam com outras 4 pessoas,
então acabei subindo sozinho depois do almoço. Quando cheguei ao meu andar,
havia um garoto na frente da minha porta, de costas. Ele era alto, e seus
cabelos castanho-escuros caiam de um jeito muito rebelde até o fim de sua nuca.
Caminhei até ele na intenção de cumprimentar meu novo colega de quarto, mas
quando ele se virou eu fiquei completamente sem palavras.
- Ah, olá! – Ele disse – Ei,
espera um pouco... Nate! E aí, baixinho, lembra de mim?
Era óbvio que eu me lembrava
de Oliver. Eu nunca me esqueceria da pessoa que fez bulling comigo esses anos
todos.
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