sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Crianças sagradas capítulo 3

Oioi, Megazórdicos! Aqui quem fala é a Luna!
Quem achou que fosse o Kimachi, hein, hein?
Isso aí, galera, escrevi o capítulo 3 da historia do Kimachi, tá meio viado, mas achei que essa joça precisava de detalhes e manifestações de sentimentos dos personagens, já que o Kimachi é mais de ação do que discrição. Então lá vai, espero que gostem!
Crianças sagradas 3: meus sentimentos... Luna's POV



Eu não sabia qual reação eu podia demonstrar. Eu estava confusa, surpresa, tensa, com medo e todos os meus sentimentos e impressões sobre meus melhores amigos estavam completamente embaralhados.
Imagina só: Seu amigo está sumido há mais de uma semana, você descobre que ele morreu e, de repente, aparece uma carta mágica do céu falando que, sim, existem deuses e demônios e etc, mas eles são completamente diferentes de tudo o que você imaginou. Daí você tem que topar lutar numa arena, é sugado por uma carta, encontra com um monstro e o seu amigo morto em uma espécie de recepção gigante de hotel e descobre que você e todos os seus amigos têm poderes mágicos. Ah, e detalhe: um deles tem um poder tão foda que até a porra de um dragão imortal teme ele.
É muita coisa pra minha cabeça.
Depois de um tempo explicando o que queria e como as coisas funcionavam, Kimachi guiou a gente por aquele campo enorme e verde, onde começaram a surgir casas e aquelas vendinhas parecidas com RPG, até percebermos que parecia uma espécie de vila com traços Greco-romanos. Ao longe tinha uma casa – uma mansão bem grande e branca- onde meu amiguinho dragão deixou o resto da turma e simplesmente sumiu logo depois. Tipo, “beleza, galera, agora que eu já zuei a cabeça de vocês, acho que eu vou embora daqui, falou? Boa sorte e se acostumem com a ideia de uma morte iminente”.
Eu tava bem assustada. Acho que, tirando os Phobos e o Emerarudo, a galera tava com aquela cara de quem recebe as noticias rápido demais.
-Então, vamos deixar de viadagem e jantar que tá cheio de comida nessa joça!
Phobos gritou, e a Mimi deu um pulinho. A casa era enorme, tinha uma sala bem espaçosa com uma lareira (aqui, Eteral, você deve ser desses mundos controlados por deuses em que tudo é lindo e é sempre primavera, né? Então por que a porra de uma lareira?) (kimachi: nos temos invernos, tá!) e um monte de poltronas e sofás, e tinha um balcão que separava a cozinha da entrada. Phobos tava certo, tinha um monte de comida esperando pela gente. Eu não tava com muita fome, mas fizeram nossos pratos preferidos, então não tinha como não comer. O Phobos e o Ches pareciam muito animados. Na verdade, eu sentia muito como se todo mundo soubesse o que tava acontecendo menos eu. Foi bem irritante.
No andar de cima tinha um corredor muito largo com algumas portas ao longo dele. Os nossos nomes estavam escritos nas portas, o que eu achei bem fofo. Abri a porta e acendi a luz. O quarto era enorme. Tinha um banheiro grande também, com uma banheira e sais de banho coloridos. Tinha que experimentar isso depois! O quarto era todo branco, a não ser pelo lençol azul-escuro na cama e um quadro enorme logo acima. Era em estilo japonês, e parecia ser sobre uma batalha. Havia uma fronteira que separava uma vila parecida com Eteral de um campo enorme onde homens gigantes com trajes gregos, demônios, lobisomens lutavam contra dragões coloridos, e homens, além um demônio com olhos de fogo e um anjo iluminado. Na fronteira havia uma mulher arqueira com orelhas de pantera e olhos verdes faiscantes. A cena era linda. Acho que passei muito tempo olhando para ela, não sei. Gostei muito da ideia de dormir embaixo da arqueira-pantera. Ela estava me protegendo dessa historia maluca.
Depois de um banho beeeeeem longo, troquei de roupa e saí um pouco do quarto. Ia dar uma passada no quarto do Ches, já que a gente não tinha se falado desde que eu soube que meu melhor amigo tinha morrido. Os quartos dos meninos ficava no fim do corredor, assim como aqueles dois vultos estranhos saindo pela janela... Era o Phobos!
Bem, eu não tinha a manha de sair pulando pela janela, então desci as escadas mais rápido que pude e tentei seguir os dois vultos correndo, enquanto eles flutuavam no ar, se misturando com a escuridão, dois vultos cortando o céu muito estrelado de Eteral. Eles estavam indo em direção ao monumento que se parecia um coliseu. Ok, era um coliseu.
Não quis entrar lá, com certeza poderiam sentir minha presença. Lá estava eu, ouvindo Phobos e Kimachi envolvidos em algum tipo de treinamento sangrento. Era assustador. Conseguia ouvir algum tipo de barulho que eu nunca tinha ouvido antes. Aquilo era mágica.
Voltei para a mansão, voltei para o quarto e tentei dormir. Fiquei pensando se ouviria meu irmão chegar para poder cuidar dele. Levantei e fui para o quarto do Ches. Sabia que, em um momento desses, a minha maior vontade seria sair caminhando por aí, sentindo a brisa da noite, mas não fiz isso. Bati na porta. Alguns segundos depois, um garoto muito alto (k: Luna, qualquer pessoa é muito alta pra você...) e muito sonolento atendeu a porta.
-Ah, oi... Você tá legal?
- Posso dormir aí? Ainda tou meio grilada com essa coisa toda.
- Ok...

Eu deitei e o Ches me abraçou. Ainda estava meio tensa, mas era quentinho e eu estava com sono. Fui dormir pensando em meu irmãozinho machucado e sonhei com a arqueira-pantera, velando meu sono.
(kimachi:ahan domiram ne XD)


Eu sei que ficou meio grande, muito sentimental, muito viado e que eu troquei Julio por Ches, mas, sabe como é, empolguei! Espero que tenham gostado! Se quiserem mais capítulos com POVs dos outros admins é só avisarem! Besos da Luna-chaaan! E boas férias!

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