Quem achou que fosse o Kimachi, hein, hein?
Isso aí, galera, escrevi o capítulo 3 da historia do Kimachi, tá meio viado, mas achei que essa joça precisava de detalhes e manifestações de sentimentos dos personagens, já que o Kimachi é mais de ação do que discrição. Então lá vai, espero que gostem!
Crianças sagradas 3: meus sentimentos... Luna's POV
Eu não sabia qual reação eu podia demonstrar. Eu estava
confusa, surpresa, tensa, com medo e todos os meus sentimentos e impressões
sobre meus melhores amigos estavam completamente embaralhados.
Imagina só: Seu amigo está sumido há mais de uma semana, você
descobre que ele morreu e, de repente, aparece uma carta mágica do céu falando
que, sim, existem deuses e demônios e etc, mas eles são completamente
diferentes de tudo o que você imaginou. Daí você tem que topar lutar numa
arena, é sugado por uma carta, encontra com um monstro e o seu amigo morto em
uma espécie de recepção gigante de hotel e descobre que você e todos os seus
amigos têm poderes mágicos. Ah, e detalhe: um deles tem um poder tão foda que
até a porra de um dragão imortal teme ele.
É muita coisa pra minha cabeça.
Depois de um tempo explicando o que queria e como as coisas
funcionavam, Kimachi guiou a gente por aquele campo enorme e verde, onde
começaram a surgir casas e aquelas vendinhas parecidas com RPG, até percebermos
que parecia uma espécie de vila com traços Greco-romanos. Ao longe tinha uma
casa – uma mansão bem grande e branca- onde meu amiguinho dragão deixou o resto
da turma e simplesmente sumiu logo depois. Tipo, “beleza, galera, agora que eu
já zuei a cabeça de vocês, acho que eu vou embora daqui, falou? Boa sorte e se
acostumem com a ideia de uma morte iminente”.
Eu tava bem assustada. Acho que, tirando os Phobos e o
Emerarudo, a galera tava com aquela cara de quem recebe as noticias rápido
demais.
-Então, vamos deixar de viadagem e jantar que tá cheio de comida nessa joça!
Phobos gritou, e a Mimi deu um pulinho. A casa era enorme, tinha uma sala bem espaçosa com uma
lareira (aqui, Eteral, você deve ser desses mundos controlados por deuses em
que tudo é lindo e é sempre primavera, né? Então por que a porra de uma
lareira?) (kimachi: nos temos invernos, tá!) e um monte de poltronas e sofás, e tinha um balcão que separava a
cozinha da entrada. Phobos tava certo, tinha um monte de comida esperando pela
gente. Eu não tava com muita fome, mas fizeram nossos pratos preferidos, então
não tinha como não comer. O Phobos e o Ches pareciam muito animados. Na
verdade, eu sentia muito como se todo mundo soubesse o que tava acontecendo
menos eu. Foi bem irritante.
No andar de cima tinha um corredor muito largo com algumas
portas ao longo dele. Os nossos nomes estavam escritos nas portas, o que eu
achei bem fofo. Abri a porta e acendi a luz. O quarto era enorme. Tinha um
banheiro grande também, com uma banheira e sais de banho coloridos. Tinha que
experimentar isso depois! O quarto era todo branco, a não ser pelo lençol
azul-escuro na cama e um quadro enorme logo acima. Era em estilo japonês, e
parecia ser sobre uma batalha. Havia uma fronteira que separava uma vila
parecida com Eteral de um campo enorme onde homens gigantes com trajes gregos,
demônios, lobisomens lutavam contra dragões coloridos, e homens, além um
demônio com olhos de fogo e um anjo iluminado. Na fronteira havia uma mulher
arqueira com orelhas de pantera e olhos verdes faiscantes. A cena era linda.
Acho que passei muito tempo olhando para ela, não sei. Gostei muito da ideia de
dormir embaixo da arqueira-pantera. Ela estava me protegendo dessa historia
maluca.
Depois de um banho beeeeeem longo, troquei de roupa e saí um
pouco do quarto. Ia dar uma passada no quarto do Ches, já que a gente não tinha
se falado desde que eu soube que meu melhor amigo tinha morrido. Os quartos dos
meninos ficava no fim do corredor, assim como aqueles dois vultos estranhos
saindo pela janela... Era o Phobos!
Bem, eu não tinha a manha de sair pulando pela janela, então
desci as escadas mais rápido que pude e tentei seguir os dois vultos correndo,
enquanto eles flutuavam no ar, se misturando com a escuridão, dois vultos
cortando o céu muito estrelado de Eteral. Eles estavam indo em direção ao
monumento que se parecia um coliseu. Ok, era um coliseu.
Não quis entrar lá, com certeza poderiam sentir minha
presença. Lá estava eu, ouvindo Phobos e Kimachi envolvidos em algum tipo de
treinamento sangrento. Era assustador. Conseguia ouvir algum tipo de barulho
que eu nunca tinha ouvido antes. Aquilo era mágica.
Voltei para a mansão, voltei para o quarto e tentei dormir.
Fiquei pensando se ouviria meu irmão chegar para poder cuidar dele. Levantei e
fui para o quarto do Ches. Sabia que, em um momento desses, a minha maior
vontade seria sair caminhando por aí, sentindo a brisa da noite, mas não fiz
isso. Bati na porta. Alguns segundos depois, um garoto muito alto (k: Luna, qualquer pessoa é muito alta pra você...) e muito
sonolento atendeu a porta.
-Ah, oi... Você tá legal?
- Posso dormir aí? Ainda tou meio grilada com essa coisa
toda.
- Ok...
Eu deitei e o Ches me abraçou. Ainda estava meio tensa, mas
era quentinho e eu estava com sono. Fui dormir pensando em meu irmãozinho
machucado e sonhei com a arqueira-pantera, velando meu sono.
(kimachi:ahan domiram ne XD)
Eu sei que ficou meio grande, muito sentimental, muito viado e que eu troquei Julio por Ches, mas, sabe como é, empolguei! Espero que tenham gostado! Se quiserem mais capítulos com POVs dos outros admins é só avisarem! Besos da Luna-chaaan! E boas férias!
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